15 de maio de 2010

Economistas divergem sobre necessidade de corte no Orçamento

Agência Brasil

São Paulo – A redução de gastos promovida com o corte no Orçamento colabora para o controle da inflação. A opinião é partilhada por dois economistas ouvidos pela Agência Brasil: Carlos Eduardo Gonçalves, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e Antônio Correa de Lacerda, professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Eles, no entanto, divergem, sobre a real necessidade de se promover o corte.

O governo anunciou nesta quinta-feira (13/5) um contingenciamento de R$ 10 bilhões, mas não especificou as áreas em que haverá os cortes. Para Gonçalves, o corte vai frear o aumento dos preços e não terá impactos negativos na economia do país. "A redução não compromete o crescimento, nem os principais programas do governo", disse. "O PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e os programas sociais têm seus recursos intactos.”

Já para Lacerda, que também considera que há efeito positivo no controle da inflação com a medida, há a desvantagem de ter áreas importantes afetadas. Ele acredita, por exemplo, que os recursos para programas sociais serão afetados. “Em cortes como este, quem mais precisa é sempre prejudicado.”

O economista da PUC disse que não vê motivos para o corte já que a inflação ainda está sob controle. Ele não concorda com a redução dos gastos porque, em sua opinião, altera-se uma programação que foi discutida e aprovada pelo Congresso Nacional. “Se o governo altera o Orçamento quando quer, o documento que foi aprovado no Congresso torna-se uma peça de ficção”, criticou Lacerda.

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