23 de julho de 2010

DEFICIENTES SOFREM DESRESPEITO NO TRÂNSITO E NO COMÉRCIO

Por: Carlos Cruz
Mesmo amparados por estatutos, leis federais, estaduais e municipais, pouca coisa mudou na vida de quem tem limites físicos. Para se ter idéia da discriminação a que são submetidos, no trânsito são quase que impedidos de circular, em muitas lojas os cadeirantes ou que usam muletas não conseguem se mover, entre prateleiras e corredores apertados. Estas são algumas entre muitas condições que em nada favorecem aos deficientes físicos em Santarém. Pior é que essa realidade é notada em muitas cidades do estado do Pará, sem que o poder público tente pelo menos amenizar.
Falta de estrutura adaptada - Este também é um dos muitos problemas que surgem no caminho de quem precisa se locomover nas ruas. As calçadas em desnível, em nada favorecem quem tem deficiência física, principalmente falta de visão. Pior de tudo, é que as rampas, construídas em alguns prédios públicos, em sua maioria foram instaladas como que para dificultar o acesso aos portadores de necessidades especiais.
“Quando eles constroem essas rampas, não costumam pedir a opinião de quem realmente vai usar”, cita Letícia Fernandes (foto), portadora de necessidades especiais e secretária da Associação dos Amigos e Portadores de Deficiência Física de Santarém. Fato é que a falta de estrutura adaptada, faz com que as dificuldades a que são submetidos fique mais visível.
Os deficientes físicos também reclamam que no trânsito, quem usa veículos especiais fica a mercê de motoristas impacientes e mal educados, além do fato de não existirem locais exclusivos para estacionamento dos veículos adaptados. Duas linhas de ônibus usaram de bom senso com os deficientes, uma faz linha para Alter do Chão e outra circula em bairros da cidade, porém, são pouco vistos e conseqüentemente nem sempre são usados por quem de direito, que são os portadores de necessidades especiais.
Fonte: jornal impacto

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