17 de maio de 2011

Alta no preço do gás vai fritar reais do consumidor

Aumento do produto pode passar de 10% e o preço chegar a R$ 46,77 no Estado
O preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha, vai ficar mais caro a partir de hoje, de acordo com o Sindicato dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo do Pará (Sergap-PA). O botijão de 13 quilos, largamente usado pela população, deve pular do preço médio de R$ 41 para até R$ 46,77. De acordo com o presidente do Sindicato, Paulo Solér, o aumento leva em consideração o novo Preço Médio Ponderado Final (PMPF), índice que serve de parâmetro para o cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); a inflação do ano de 2010; a convenção trabalhista da categoria, realizada no mês de maio; e ainda uma taxa de R$ 1,50 repassada pelas distribuidoras aos revendedores, relativa a
custeios de manutenção.
Segundo o presidente do Sindicato, estes custos somados chegam ao patamar máximo de R$ 46,77, mas o preço que será praticado nas revendedoras deve ficar em torno de R$ 45. "Nós sugerimos que o gás não passe de R$ 45, porque quem sai prejudicado é o consumidor. Hoje, podemos afirmar que o gás de cozinha possui um custo de R$ 46,77, mas não significa que esse preço será cobrado em todos os pontos de venda", ressalta. Hoje, no Pará, são consumidos cerca de 925 mil botijões de 13 quilos por mês, segundo
estatísticas do Sergap.
Ontem, em vários pontos de revenda da capital, o gás de cozinha ainda era comercializado a preços entre R$ 38 e R$ 41. Quem não ficou muito satisfeito com a notícia do reajuste foi o consumidor. Para a costureira Nair Soares, que mora no conjunto Águas Lindas, o aumento no preço do gás de cozinha vai pesar no seu orçamento mensal. "Já achava caro o gás a R$ 40, agora então, nem se fala. Para quem é pobre e não tem renda fixa o gás de cozinha fica muito caro. E o pior é que não tem outro jeito, não dá nem pra cortar da lista do mês, porque a gente tem que cozinhar", afirma a costureira.

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