12 de dezembro de 2011

Quem é, mesmo, que divide o Pará?


O Pará ganhou ontem o aprofundamento de uma divisão que já existe há bastante tempo, ganhando também mais interrogações do que respostas. Uma divisão promovida há décadas, ou há séculos, com base na distribuição dos recursos do Tesouro estadual. Portanto, o primeiro divisionista é o próprio governo paraenses, não apenas o atual, mas todos os outros.

O próprio governo do Pará, por meio do IDESP (que é um instituto de pesquisa do governo), reconhece que nas regiões que pleiteiam a emancipação os gastos e os investimentos do Estado são irrisórios, se comparados aos investimentos realizados na região metropolitana de Belém e municípios vizinhos.

Em 2010, por exemplo, enquanto o governo estadual gastou R$ 1.908,39 para cada habitante nessa região, em Carajás foram gastos R$ 536,62 e, no Tapajós, somente R$ 373,51. Em relação aos investimentos, o valores foram R$ 223,01 (por habitante Belém e redondeza), R$ 95,96 (por habitante no Sul do Estado) e tão somente R$ 60,20 por habitante do Baixo Amazonas/Tapajós.

Hoje, no site da Agência Brasil, que pertence ao governo federal, está escrito que: “Esse sentimento (de abandono) pode ser justificado pelos baixos investimentos estaduais nos municípios das duas regiões. De acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), os gastos e investimentos estaduais per capita feitos em Carajás e no Tapajós são bem menores do que em municípios que permaneceriam no Pará”.

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