11 de março de 2012

Câncer com terapia mercadológica nas ruas de Santarém

Das cidades por onde já passei só vi isso em Santarém. Carros de som saem pelas ruas do comércio, estacionam aqui e ali, com um locutor pedindo ajuda para uma pessoa doente, quase sempre uma mulher que, no dizer do locutor, está com uma doença grave e precisa de ajuda urgente.
Essa mulher da foto, que teria 33 anos e moraria no interior do município, foi a bola da vez no fim de semana passado na Pérola do Tapajós, com o carro barulhento estacionando nas paradas de ônibus da Avenida Rui Barbosa, onde há grande concentração de pessoas. O cara anunciava que a mulher tem câncer no colo do útero, pedindo a caridade pública.

Essa prática é antiga em Santarém e, ao que consta, nenhuma "autoridade" já se deu ao luxo de sair de seu pedestal para investigar a coisa. Precisam indagar: 1) que tipo de serviço é esse de sair pelas ruas anunciando por altofalantes a presença de pessoas com doenças graves, ou supostamente doentes, ao mesmo pedindo dinheiro; 2) essas pessoas estão mesmo doentes? 3) se estão sadias, há crime contra a fé pública; 4) se estão, de fato, doentes, estariam sendo exploradas por alguma quadrilha bem falante? 5) Se comprovado que estão doentes, devem ser retiradas de dentro desses carros e levadas para um hospital público imediatamente.

Quem deve agir deimediato? O secretário municipal de Saúde pela óbvia razão de ser ele o responsável pela saúde pública, em conjunto com a polícia na investigação do caso. Se não houver exploração de pessoas doentes, que simplesmente se proíba essa prática. Se houver crime, que sejam processados os que a isso se dedicam, inclusive prováveis falsos doentes. Em lugar civilizado se age assim, banindo práticas não mais aceitas no mundo contemporâneo.
Fonte: Blog do Manuel Dutra

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