17 de novembro de 2010

Projeção oficial do PIB sobe para 7,5%

O dado foi divulgado ontem pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento), em audiência na Comissão Mista de Orçamento.
Durante a exposição, Bernardo apontou ainda uma redução na projeção do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 2010, de 5,5% para 5,3%. Com isso, a projeção do valor do salário mínimo caiu de R$ 538,15 para R$ 536,88.
O reajuste do mínimo é calculado pela variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes mais o INPC acumulado desde o reajuste anterior. De toda forma, o titular do Planejamento já fez a proposta de arredondar o valor para R$ 540, e afirmou que valores acima disso dependeriam de uma decisão política.

No Congresso, centrais sindicais pressionam por um mínimo de R$ 580, enquanto a oposição defende o valor de R$ 600, uma das bandeiras do candidato derrotado à presidência José Serra (PSDB).
Como a Folha de S.Paulo noticiou no último sábado, o presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff querem fixar em no máximo R$ 550 o valor do mínimo no próximo ano.
CÂMBIO
O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que a alta acumulada de 2,6% do dólar na semana passada é um sinal de que as medidas do governo para evitar a valorização do real estão surtindo efeito.
“Com certeza [as medidas estão surtindo efeito], mas não é só isso”, afirmou, questionado sobre a alta do dólar nos últimos dias. Ele não explicou quais seriam as outras razões para o avanço do dólar nem comentou as discussões da reunião de cúpula do G20, na Coreia do Sul.
Para evitar a valorização excessiva do real, que prejudica as empresas brasileiras exportadoras tirando a competitividade dos produtos, o governo brasileiro anunciou uma série de medidas.
Entre elas, destaca-se o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incidente nos investimentos estrangeiros em renda fixa no país, que passou para 6%, além de aumentar o IOF sobre a margem de garantia para investimento estrangeiro no mercado futuro.
Anteontem, o dólar comercial se valorizou em mais 0,92%, cotado a R$ 1,740.
Já a Bovespa, sofrendo os efeitos da crise da dívida na Europa, se contraiu em 1,67%, apagando boa parte do fraco ganho acumulado neste ano. As principais ações se desvalorizaram entre 1% e 2%, a exemplo de Vale, Petrobras, Itaú-Unibanco e OGX.
As Bolsas norte-americanas seguiram o mesmo caminho, registrando quedas pouco maiores que 1%. Já as europeias, que estão no epicentro da crise, com as dúvidas sobre países como a Irlanda, amargaram suas piores perdas em mais de quatro meses.
(Folhapress)

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