Mostrando postagens com marcador Estado do Tapajós. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estado do Tapajós. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Zenaldo tem 15,8 pontos de vantagem na reta final



Pesquisa divulgada há cerca de 40 minutos, no Blog Bilhetim, aponta o candidato Zenaldo Coutinho (PSDB) com 15,8 pontos de vantagem sobre o psolista Edmilson Rodrigues, se considerados apenas os votos válidos, que excluem os nulos e em branco.
Se considerada a votação estimulada, o tucano tem 51,5% e seu adversário, 37,5%, uma diferença de 14 pontos em favor de Zenaldo.
O levantamento, registrados no Tribunal Regional Eleitoral sob o número PA-00338/2012, ouviu 600 eleitores. A coleta de dados foi finalizada hoje. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.
O gráfico acima foi pinçado do Blog Bilhetim.
Fonte: Espaço Aberto

Movimento pelo estado do Tapajós será fortalecido no próximo governo municípal

O prefeito eleito Alexandre Von declarou  hoje durante evento realizado na Câmara Municipal que o Coordenador Municipal de Integração Regional e Apoio ao Movimento de Criação do Estado do Tapajós do município será uma liderança ativa no movimento.  Agora é só esperar!

Lançamento da PLIP na Câmara de Santarém


Evento realizado pelo Instituto pela criação do estado do Tapajós aconteceu no auditório da Câmara Municipal de Santarém, foi para lançar a coleta de assinatura do abaixo assinado para o PLIP (Projeto de Lei de Iniciativa Popular) que é um instrumento Constitucional, onde a sociedade pode propor ao Legislativo Federal, a criação de uma lei de interesse da população. Como aconteceu com a lei Maria da Penha e a chamada "Lei da Ficha Limpa"!
Essa iniciativa popular busca reunir 1.380.000 assinaturas. Em seguida, o Projeto de Lei será entregue direto ao Congresso Nacional, para ser votado e aprovado! A etapa final é que a criação do Estado do Tapajós seja sancionada pela Presidência da República.
Alexandre Von assinando o abaixo assinado para PLIP



Coleta de assinaturas entre os presentes

Lideranças políticas e público em geral que se fizeram presente no evento


Políticos de Santarém tem partido único o " TAPAJÓS"

Deputado Federal Lira Maia (DEM), José Maria Tapajós (PMDB) e Lucineide Pinheiro(PT).
Na manhã de hoje na Câmara Municipal de Santarém aconteceu o 1º Forum da retomada das ações para criação do Estado do Tapajós, na oportunidade diversas lideranças políticas estiveram presentes,  na oportunidade o deputado federal Lira Maia mas uma vez demonstrou que quando se trata da criação do novo estado o Partido é único, o "TAPAJÓS".

sexta-feira, 20 de julho de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

Divisão do Pará, a conversa não morreu e está de volta

Hoje, em Belém, o Conselho Regional de Economia vai se reunir para debater o futuro do Pará "após o plebiscito para a criação do Tapajós e o Carajás". Estarão presentes os mesmos de sempre: do contra. Sem novidade.

No mesmo dia em que tal reunião é anunciada, o deputadpo federal Giovanni Queiroz retoma, junto com outros parlamentares, a luta pela divisão territorial e administrativa do Parazão, ou Parazinho como batizou o deputado tucano Zenaldo Coutinho.

Leia a seguir nota da assessoria do deputado Giovanni Queiroz:

"O deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) acaba de protocolar o Projeto de Lei de Nº 3453/2012 que dá nova redação aos arts. 7º e 10 da Lei nº 9.709, de 18 de novembro de 1998, que regulamenta o disposto nos incisos I, II e III do art. 14 da Constituição Federal. A proposição foi subscrita pelos deputados federal Lira Maia (DEM-PA), Zequinha Marinho (PSC-PA), Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) e Oziel Oliveira (PDT-BA). 

Com a nova redação da Lei nº 9.709/1998, os parlamentares garantem que será possível a criação de novos Estados e Municípios no Brasil. "Há 25 anos não se cria Municípios. O país precisa de revisão geopolítica, especialmente na Amazônia, como forma de aproximar o Governo das populações que lá residem. O que vemos é a ausência de Estado, o atraso e o abandono", criticou o autor da proposta, deputado Giovanni Queiroz.
Confira a nova redação proposta.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ZÉ DIRCEU X ESTADO DO TAPAJÓS



SOBE
Zé Dirceu foi convidado para ser o novo articulador do Estado do Tapajós em Brasília. Agora temos um corrupto e mensaleiro à frente de nossos interesses. Por que a Prefeita Maria e a Comissão indicaram o corrupto?
DESCE
O Estado do Tapajós, por ter escolhido Zé Dirceu como representante em Brasília. Se tiver sucesso, vamos iniciar o Estado com um corrupto à frente de nossos interesses.
Por: Emanuel Rocha

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

PALAVRAS DA PREFEITA MARIA DO CARMO: SANTARÉM QUER OUTRA CONSULTA

 PREFEITA DISSE QUE JÁ CONTRATOU ADVOGADO PARA ESTUDAR SITUAÇÃO

Não restam dúvidas para a prefeita de Santarém, Maria do Carmo (PT), de que Belém derrubou os 98,8% de anuência da população do município à criação do Estado do Tapajós. "Em quantidade, temos metade dos números dos eleitores de Belém. Pelas regras do Plebiscito, estávamos fadados à derrota desde o início. Hoje (ontem) é um dia de tristeza, de luto para nós", afirmou ela em entrevista por telefone. A petista afirma que durante toda a segunda-feira (12) foi possível ver casas e comércios estampando tarjas pretas em suas fachadas, pessoas vestindo preto. A bandeira do município ficou hasteada pela metade, para confirmar o sentimento da população local. Apesar do resultado desfavorável ao fracionamento do Pará, Maria garante que o sonho da emancipação não acabou.

"Já nos reunimos hoje para discutir de que forma poderemos reapresentar a proposta de divisão, acionamos uma assessoria jurídica para ver de que forma é possível discutir essa situação através de outra metodologia que não o plebiscito. As capitais sempre possuem o maior número de eleitores, portanto, por plebiscito nós nunca conseguiremos mostrar que a divisão é, sim, uma solução para os nossos problemas", explicou. "Hoje há 17 propostas de divisão e criação de novos estados em trâmite. O Plebiscito do Pará sepultou temporariamente não só o nosso sonho, mas outros 17 sonhos. Ou a Constituição proíbe a divisão e a criação de novos estados ou oferece outras alternativas, porque o plebiscito tornará sempre inviável a proposta de separação por questões de proporcionalidade no pleito eleitoral", justificou a prefeita.

Maria do Carmo garante que o estado de luto não muda a rotina de Santarém na prática. "Não podia passar em branco, é uma forma de protesto silencioso. Respeitamos a vontade da maioria, mas não ficamos satisfeitos com o resultado. A opção pela não divisão significa que a maioria quer que tudo fique como está. E nós não queremos isso. Estamos fora dos projetos de desenvolvimento do Estado, e isso é injusto, é desigual. Excluídos nós já nos sentimos há muito tempo. Gostaríamos apenas de oficializar isso com a emancipação e traçar as nossas próprias metodologias de desenvolvimento, sem mais nos colocarmos como meros fornecedores de matéria prima para o resto do País. Já que não se quer dividir, se o Governo do Estado quiser unir as regiões, precisará propor a nós e outros municípios uma forma de trabalhar que não tenha como foco o extrativismo", avisou a prefeita de Santarém. "98% de eleitores querendo a divisão significa que quase três milhões de pessoas estão insatisfeitas. É preciso dar atenção a isso", disparou. 
 
ORM

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quem é, mesmo, que divide o Pará?


O Pará ganhou ontem o aprofundamento de uma divisão que já existe há bastante tempo, ganhando também mais interrogações do que respostas. Uma divisão promovida há décadas, ou há séculos, com base na distribuição dos recursos do Tesouro estadual. Portanto, o primeiro divisionista é o próprio governo paraenses, não apenas o atual, mas todos os outros.

O próprio governo do Pará, por meio do IDESP (que é um instituto de pesquisa do governo), reconhece que nas regiões que pleiteiam a emancipação os gastos e os investimentos do Estado são irrisórios, se comparados aos investimentos realizados na região metropolitana de Belém e municípios vizinhos.

Em 2010, por exemplo, enquanto o governo estadual gastou R$ 1.908,39 para cada habitante nessa região, em Carajás foram gastos R$ 536,62 e, no Tapajós, somente R$ 373,51. Em relação aos investimentos, o valores foram R$ 223,01 (por habitante Belém e redondeza), R$ 95,96 (por habitante no Sul do Estado) e tão somente R$ 60,20 por habitante do Baixo Amazonas/Tapajós.

Hoje, no site da Agência Brasil, que pertence ao governo federal, está escrito que: “Esse sentimento (de abandono) pode ser justificado pelos baixos investimentos estaduais nos municípios das duas regiões. De acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), os gastos e investimentos estaduais per capita feitos em Carajás e no Tapajós são bem menores do que em municípios que permaneceriam no Pará”.

Em Marabá e Santarém, plebiscito mostra sentimento de abandono da população

Por Danilo Macedo
Agência Brasil

Em 2010, enquanto o governo estadual gastou R$ 1.908,39 para cada habitante nessa região, em Carajás foram R$ 536,62 e no Tapajós, R$ 373,51. Em relação aos investimentos, o valores foram R$ 223,01, R$ 95,96 e R$ 60,20, respectivamente.


Marabá (PA) - O plebiscito realizado nesse domingo (11) no Pará mostrou que 66,6% dos eleitores que foram às urnas são contra a divisão do estado para a criação de dois novos: Carajás e Tapajós. No entanto, nas cidades que deveriam se tornar capitais dessas novas unidades da Federação, Marabá e Santarém, respectivamente, a votação expressiva acima dos 90% a favor da divisão demonstra a insatisfação e o sentimento de abandono da população.

Esse sentimento pode ser justificado pelos baixos investimentos estaduais nos municípios das duas regiões. De acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), os gastos e investimentos estaduais per capita feitos em Carajás e no Tapajós são bem menores do que em municípios que permaneceriam no Pará.

Em 2010, enquanto o governo estadual gastou R$ 1.908,39 para cada habitante nessa região, em Carajás foram R$ 536,62 e no Tapajós, R$ 373,51. Em relação aos investimentos, o valores foram R$ 223,01, R$ 95,96 e R$ 60,20, respectivamente.

Para a pedagoga Magda Alves, que assistiu à apuração no telão colocado em frente ao Tribunal Regional Eleitoral em Marabá, os mais de 90% de votos da cidade a favor da criação do estado de Carajás são o grito de uma região dizendo que precisa de atenção. “Tem que haver mudança na gestão pública, no direcionamento dos recursos, na maneira como nossos políticos eleitos se comportam em relação à nossa região, tudo isso tem que mudar”.

A advogada Cláudia Chini disse, logo após o resultado, que “esse plebiscito demonstrou a indignação de uma população que está há décadas largada pelo descaso dos governantes". Moradores de Marabá, procedentes em grande parte de outros estados, também mostram insatisfação quando falam da divisão. "Não temos educação, saneamento, segurança, as cidades mais violentas do país nós estamos encampando aqui e, infelizmente, não temos representatividade no Congresso”, disse Cláudia.

O governador do Pará, Simão Jatene, que antes do plebiscito de manifestou publicamente contra a divisão do estado, falou em “pacto pelo Pará” após o resultado e disse que o debate sobre a divisão exige uma rediscussão sobre responsabilidades com a esfera federal.

No site do governo na internet, Jatene diz que o Estado não está conseguindo chegar onde as pessoas estão e que é o momento de todo o país refletir sobre isso. Ele admitiu que o sentimento das pessoas é genuíno porque realmente há distância e ausência, “uma insuficiência do Estado brasileiro” em relação a essas populações. Para o governador, o caminho, no entanto, não é a separação.

Veja mais

Plebiscito é teste para democracia participativa, diz Lewandowski

                                
Presidente do TSE participa da divulgação do resultado final do Plebiscito no Pará. Ao seu lado, na mesa de entrevista coletiva está o presidente do TRE-PA, desembargador Ricardo Nunes.Ao comentar o resultado do Plebiscito no Pará, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, disse que a consulta representou um teste para a democracia participativa.
O anúncio do resultado final foi feito 2 horas após o término da votação, pelo desembargador Ricardo Nunes, presidente do Tribunal Regional do Pará. Na ocasião, com 70% das urnas apuradas, o resultado matemático já indicava a rejeição dos paraenses à divisão do Pará para a criação dos Estados de Tapajós e Carajás.
Democracia participativa
“O que me parece importante é que esse plebiscito representou um teste no que diz respeito à democracia participativa, porque a Constituição de 88 inaugurou uma nova forma de democracia. Nós demos um passo para além da mera democracia representativa e vivemos agora em toda a plenitude a democracia participativa, em que o povo é chamado a opinar sobre as questões relevantes que dizem respeito ao país, mediante alguns instrumentos como o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular”, disse o presidente do TSE.
O ministro Ricardo Lewandowski ressaltou ainda que “hoje foi um teste importante e verificou-se que o povo pode ser consultado rapidamente de forma eficiente e também de forma econômica”. O presidente do TSE salientou ainda que, o ideal é a realização das consultas populares junto com as eleições, a fim de reduzir os custos. Para tanto, lembrou que o TSE desenvolveu um software que permitirá, a partir das Eleições 2012, que a mesma urna a ser utilizada para votar nos candidatos possa ser utilizada também para a votação em plebiscitos ou referendos, concomitantemente.
Amadurecimento do povo
“Não apenas a cidadania está madura do ponto de vista cívico, de participação no processo eleitoral, mas a tecnologia eleitoral brasileira está muito avançada”, disse o presidente do TSE. “Nós conseguimos apurar o resultado matematicamente em duas horas depois de encerrada a votação”, complementou.
“O povo brasileiro amadureceu plenamente para a democracia. Ele comparece às urnas, se entusiasma no processo eleitoral; os índices de abstenção são relativamente pequenos num país de dimensões continentais. Então eu entendo que a democracia no país está totalmente consolidada”, destacou Lewandowski.
LF

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Partidos lançam manifesto conjunto pelo Estado do Tapajós


A luta pela criação do Estado do Tapajós une ferrenhos adversários políticos

Líderes de partidos lançam Manifesto
Hoje pela manhã, representantes de vários partidos de Santarém e de alguns municípios vizinhos presentes em reunião na sede da Frente Pró-Tapajós, ratificaram seu apoio aoMANIFESTO TAPAJÓS SEMPRE, discutido em 19 de novembro (Dia da Bandeira), num encontro realizado na sede do Veterano por vários partidos, convidados pelas direções do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e PTN – Partido Trabalhista Nacional. Representantes dos partidos PSD, PSOL, PSC, PSDC, PT DO B e PP, não se encontravam na reunião e não assinaram o manifesto, mas alguns deles já anunciaram que concordam com a proposta.
O deputado estadual Antonio Rocha (PMDB) louvou a iniciativa dos dois partidos e como membro da Frente Pró-Tapajós, conclamou todos os demais partidos a aumentarem os esforços nos últimos dias de campanha.
A reunião foi coordenada pelo vereador Erasmo Maia (DEM) e pela ex-vereadora Odete Costa (PT).
Estados do Tapajós, Carajás e Pará
A idéia de incentivar a criação de um movimento TAPAJÓS SEMPRE foi defendida pelo professor-doutor Anselmo de Alencar Colares e encampada pelos partidos.
Eis o teor do manifesto:
Manifesto TAPAJÓS Sempre
A luta pela emancipação da região oeste do Pará não se encerra no plebiscito de 11 de dezembro. Mesmo com a vitória do SIM (77)começa outra fase importante que é a mobilização para pressionar o Congresso Nacional e a Presidência da República a acatarem a vontade popular. Precisamos estar vigilantes para que o Estado do Tapajós seja construído de forma participativa e não tenha os mesmos defeitos do “velho” Pará. Os Partidos Políticos signatários deste documento, por intermédio de suas lideranças locais, demonstram publicamente que estão unidos em torno desta causa. O TAPAJÓS É NOSSA BANDEIRA, SEMPRE! O novo Estado representa a possibilidade concreta de mudanças em prol da população.
A seguir, enumeramos os aspectos essenciais que nos motivamos para esta luta e nos quais depositamos a esperança de que o Estado do Tapajós seja construído para atender, de fato, aos interesses dos seus integrantes.
1)      Autonomia: Quem mora nos municípios que compõem a região Oeste do Pará, sabe, com conhecimento de causa, o que significa viver à margem das decisões políticas que interferem diretamente no cotidiano, mas que são tomadas externamente, mesmo quando se trata do Próprio estado do Pará, pois o núcleo decisório se concentra na capital. Ter autonomia significa ter o direito de decidir sobre os assuntos que são coletivos, e dispor de uma estrutura de governo mais próxima, para que seja ouvida e respeitada em suas reivindicações;
2)      Fortalecimento regional: Com a autonomia, em todos os campos, a região formada pelo novo estado terá condições de desenvolver suas potencialidades, promovendo maior equilíbrio entre os seus integrantes;
3)      Identidade Cultural: O vasto território que compõe a Amazônia, objeto de cobiça dos colonizadores, sofreu violento processo de desagregação ao longo da história. Diversas nações que habitavam as terras que hoje compõem os atuais estados foram dizimadas, outras foram escravizadas e incorporadas ao modo de vida dos colonizadores. Mesmo assim, ficaram vestígios que demonstram diferenças substanciais entre os povos que habitavam a região que hoje busca se emancipar. A cultura Tapajoara é distinta de outras culturas, e se expressa nas mais variadas situações cotidianas. Sobreviveu a toda sorte de ataques que sofreu ao longo do tempo. E haverá de continuar sendo o nosso orgulho, pois expressa nossa identidade.
4)      Desenvolvimento e justiça social: A forte concentração das atividades econômicas e das políticas sociais no entorno de Belém, cria um círculo vicioso que tende a aumentar a miséria, pois expulsa milhares de famílias do interior do estado em busca de oportunidades na região metropolitana. Com o novo Estado, teremos uma oportunidade real de corrigir tais distorções, resultando em benefícios para o conjunto da população, tanto da região emancipada, quanto da área remanescente. Isto passa pela aglutinação de forças em torno do fortalecimento de uma inteligência inovadora, especialmente no campo da cultura digital;
5)      Democracia participativa: O Estado do Tapajós já nasce diferente de todos os outros, pois a população está sendo consultada quanto a sua criação. Entendemos que este processo é educativo e a democracia participativa deve ser a regra no Estado do Tapajós. Não necessariamente com a realização de plebiscitos ou referendos, mas com o fortalecimento da organização da sociedade para discutir, aprovar ou rejeitar propostas de projetos que interferem na vida de todos;
6)      Relação com a Amazônia e com o Brasil: O Estado do Tapajós significa maior presença do Brasil na Amazônia. Não apenas nos discursos ufanistas, mas em ações concretas que representem melhorias de condições de vida para os povos que nela habitam. Preservar implica em conhecer e cuidar. E isto se faz com presença e clareza de propósitos. Teremos uma maior bancada parlamentar no Congresso Nacional. Nossas escolhas podem significar presenças significativas em defesa dos interesses coletivos, impedindo a continuidade das práticas destruidoras dos projetos já implantados, e propondo alternativas coerentes e inovadoras. Temos que engendrar uma nova forma de integração nacional, tendo como eixo condutor o estabelecimento de redes de conexões inclusive no campo digital;
7)      Estado descentralizado: A dimensão territorial do atual estado do Pará, e as dificuldades de acesso a todos os locais que precisam da presença do Poder Público, são características típicas da Amazônia, que justificam a necessidade de maior presença dos governos junto às populações. O estado do Pará tem se mostrado ineficaz neste e em outros itens relativos a sua institucionalidade. Buscamos a emancipação para termos um estado mais presente, e no qual a população possa estar atenta e vigilante, evitando que se consolidem os problemas que hoje combatemos, cuja solução passa pela adoção de políticas que considerem as demandas de todo o Estado, e não apenas em benefício de grupos políticos e econômicos da capital.
Pelas razões expostas, e em sintonia com a luta dos que nos antecederam nesta esperança, assumimos o compromisso de defender a bandeira do Estado do Tapajós, reconhecendo que se trata de uma aspiração coletiva, legítima, tecnicamente viável e socialmente justificada.
Santarém, Tapajós, novembro de 2011
Assinam este Manifesto:
Presidente do Diretório Municipal do PC DO B
 Presidente do Diretório Municipal do PC DO B (Belterra)
 Presidente do Diretório Municipal do PC DO B
(Mojui dos Campos)
 Presidente do Diretório Municipal do PTN (Santarém)
 Presidente do Diretório Municipal do PTN
(Mojui dos Campos)
Presidente do Diretório Municipal do PTN (Uruará)
 Presidente do Diretório Municipal do PTN (Belterra)
 Presidente do Diretório Municipal do PRP
 Presidente do Diretório Municipal do PRTB
 Presidente do Diretório Municipal do PPS
 Presidente do Diretório Municipal do PR
 Presidente do Diretório Municipal do PT
 Presidente do Diretório Municipal do PMDB
 Presidente do Diretório Municipal do PHS
 Presidente do Diretório Municipal do PSDB
 Presidente do Diretório Municipal do PDT
 Presidente do Diretório Municipal do DEM
 Presidente do Diretório Municipal do PMN
 Presidente do Diretório Municipal do PRB
 Presidente do Diretório Municipal do PSB
  Presidente do Diretório Municipal do PV
Fonte: RG 15/O Impacto

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Em Belém: violência contra eleitores do SIM aumenta


Na reta final para o plebiscito, e com o grande aumento de eleitores pelo SIM na capital Belém em prol da criação do Tapajós e Carajás, militantes do NÃO estão tratando com muita violência as pessoas favoravéis ao SIM.
Carros adesivados são depredados, material de campanha está sendo tomado das mãos dos eleitores e detruido, além dos xingamentos sofridos nas redes sociais.
Na foto abaixo militantes do NÃO tomaram uma bandeira em prol da divisão de uma pessoa, e em uma cena deploravel pisam incitando ódio entre os dois lados, na outra cena, um militante arranca a bandeira de um carro que passava em frente a militantes do NÃO.



Fonte: Ingrid Soraia

domingo, 4 de dezembro de 2011

Olavo Neves - Eu não sou bandido 'seu moço'



"Na última carreata do SIM em Belém ocorreu um fato que me marcou para toda vida.
Uma turma resolveu dar uma última volta na Doca (local conhecido de Belem) e eu estava sem acompanhante no carro, foi quando ví um senhor que aparentava uns 55 anos de idade, com rosto bem marcado, empunhando a bandeira do SIM, ali pedi que ele me acompanhasse para desfilarmos com aquela bandeira. O qual ele aceitou.
Ao entrar no carro ele perguntou quem eu era, foi quando o informei que meu nome era Olavo e era de Belém. Ele me olhou e, sem pestanejar, perguntou: - Rapaz, me explica uma coisa, porque em vários lugares que passei na carreata me apontaram o dedo dizendo coisas do tipo: Forasteiro, bandido, safado e ladrão? Sou sim do Rio Grande do Sul, meus traços não negam, e me casei com uma Marabaense, cheguei aqui tem mais de 30 anos, e hoje tenho 2 filhos paraenses. Com lagrimas nos olhos disse:
- Sempre trabalhei na roça e escolhi este lugar para viver, onde criei meus dois filhos com muito sacrifício, e graças a Deus garanto que nenhum deu para bandido - Seu Olavo, disse ele, não sou safado não, em verdade quero apenas proporcionar uma vida melhor para os meus, e estou muito decepcionado e triste com o que fizeram comigo hoje. Vocês que moram na capital não conhecem a vida sofrida de quem mora lá. Fazia muitos anos que não vinha na capital e ser recebido assim me causou uma tremenda decepção.

Neste momento o interrompi e, emocionado também, pedi desculpas a ele por aqueles ignorantes que não sabem o mal que estão fazendo. Coloquei que acreditava na mudança e na solidariedade dos meus conterrâneos por uma luta que reconheço como legítima.
Esse testemunho, como disse, me marcou muito e fortaleceu ainda mais meus ideais de ajudar a emancipar ambas as regiões, o Tapajós e o Carajás.
Será que esse senhor é menos paraense que eu que nasci na capital? Será que este senhor merece ser discriminado desta forma? Será que é esse o bandido que Zenaldo diz que "emprestou" o quarto, como ele diz, para ele morar e agora quer roubar a casa?
Meus irmãos conterrâneos de Belém, vamos parar de hipocrisia e acordar para uma realidade que está posta aí antes mesmo de muitos de nós nascermos. Sinceramente acham que o interior que vai dar mais de 80% de adesão a emancipação dos Estados vão se curvar a uma sentença negativa proferida por nós da capital? Como continuar casado com alguém que não quer mais você? Em caso de vitória do NÃO, escrevam ai, essa situação ira se agravar ainda mais. Sou Belenense e meus pais de Marapanim, e todos nós, DIREMOS SIM A MUDANÇA, DIREMOS SIM A ESPERANÇA, DIREMOS SIM A UNIÃO DE 3 ESTADOS IRMÃOS".

 Olavo Neves, empresario nascido e criado em Belém.  (Via Facebook)

Choques econômicos e de gestão vão mudar cenário


Presidente da Frente Pró-Tapajós, o deputado federal Joaquim de Lira Maia, 59 anos, é um veterano do movimento separatista. “Dede que nasci”, diz a ser indagado sobre quando começou a defender a criação de outra unidade federativa no oeste do Pará.
Oficialmente, ele atua no movimento separatista desde 1995, quando assumiu o primeiro mandato como deputado estadual. Lira Maia ocupa pela segunda vez uma cadeira na Câmara Federal e já foi secretário de Estado de Agricultura e prefeito de Santarém - cidade que será capital do Tapajós, caso a divisão seja aprovada.
Maia diz que apenas quem é contra o Pará deveria votar não. “Essa é uma ideia fantástica para desenvolver nossa região. Todos deveriam ser a favor”. Confira entrevista dada ao DIÁRIO:
P: Que vantagens o senhor vê para a região do Tapajós com a divisão?
R: De imediato, a vantagem é que mais que se duplicará o Fundo de Participação dos Estados.
P: Essa conta feita pela campanha do sim tem sido contestada...
R: Tem sido criticada, mas essa conta é verdadeira até dezembro de 2012, enquanto não se faz uma revisão dentro do Congresso. Se ficar pior do que está hoje, o Pará sem divisão ficará ainda pior. E com três unidades ficará bem melhor. Então, imagine, se o FPE mudar para pior: é muito melhor ter três Estados, que terão três cotas, do que só um.
P: O senhor acha que só o aumento do FPE já justifica dividir o Estado?
R: Não, veja bem... Não queremos dividir o Estado. Queremos criar novas unidades, diminuir as áreas, encurtar distâncias, colocar governos mais próximos, investir em mais assistência à população. Com certeza, o reflexo disso é a melhoria da qualidade de vida da população. Então, não é um simples FPE. Vamos falar do “Bico do Papagaio” [refere-se à região no Estado do Tocantins], onde havia o maior índice de violência. Era um barril de pólvora há vinte anos. Há mais de 15 anos não se fala mais em “Bico do Papagaio”. É porque colocaram o governo perto, criaram um novo estado, dividiram os problemas e houve melhoria da qualidade de vida da população.
P: Não há alternativa para desenvolver a região que não a criação de um novo estado?
R: Há 40 anos o PIB [Produto Interno Bruto] do Tapajós é o mesmo. Desde a época do Magalhães Barata é o mesmo PIB. No balanço do Estado do ano passado, dos quase R$ 12 bilhões arrecadados, se gastou menos de 5% em todo o Tapajós. Foram R$ 502 milhões, sendo R$ 433 milhões de gastos com a máquina pública e só R$ 69 milhões foram investimentos. E olha que ano passado foi ano eleitoral. Os governos do Pará, e não estou falando apenas do atual, não têm recursos suficientes pra cuidar desse Estado como um todo. Quase 83% do dinheiro do Pará, do ano passado, foi gasto aqui [na Região Metropolitana de Belém]. Esse tratamento desigual não é porque esses governadores não gostam do Tapajós, não gostam de Carajás. A pressão é grande, o povo é muito, o Estado é grande e o recurso é pouco.
P: Toda fundamentação da divisão parece estar na redistribuição do FPE...
R: Não. Está na redistribuição do FPE e de outros adendos. Na hora que se injeta mais recursos nas grandes riquezas, no grande potencial que nós temos em Tapajós e Carajás, há tendência de gerar novos recursos. Não tenho dúvida do potencial adormecido que a região tem. Sem um choque econômico, dificilmente se gerará riqueza.
P: E os gastos com as novas estruturas administrativas?
R: Os gastos que vão aumentar são infinitamente menores que os benefícios. Pelos nossos cálculos, podemos chegar a uma receita de quase R$ 6 bilhões. São quase 12 vezes mais [refere-se aos gastos do Estado no Tapajós em 2010]. Imagina sua família receber um salário mínimo e passar a receber dez? Logicamente que vai melhorar a qualidade de vida dessa família.
P: Um dos discursos dos emancipacionistas é sobre o abandono, mas ao longo da história eles foram, em quase todos os momentos, aliados dos governos de plantão. Por que não se lutou para levar recursos para essas regiões?
R: Essa batalha é histórica. Na realidade, não estamos discutindo aqui governo. Os problemas é que são muitos. O Estado é grande e o recurso é pouco.
P: O discurso do abandono tem fundamento?
R: Esse discurso é mais em função do tamanho dos problemas do que do tamanho do Estado e do tamanho dos recursos, que são poucos. O Pará tem hoje 5,3 mil quilômetros de estradas estaduais asfaltadas. Só 127 quilômetros no Tapajós. No Tocantins são quase sete mil quilômetros. Quando ele foi criado tinha 200 quilômetros.
P: A criação do Estado do Tapajós é uma luta mais antiga e sempre teve até certa simpatia no Pará. Carajás já é uma luta mais recente e tem mais resistência. Foi uma boa estratégia juntar esses dois plebiscitos?
R: Nós não estamos discutindo região. Estamos discutindo uma estratégia de desenvolvimento do Pará. Naturalmente ia haver uma fusão, porque são dois grupos que defendem a ideia. Logicamente, a luta do Tapajós tem mais de 150 anos. É ainda do tempo do Brasil Império, quando se discutia a divisão territorial da província do Grão-Pará pra se construir o Estado do Amazonas. Naquele momento já foi sugerida a criação da província do Tapajós. É uma luta muito mais histórica, mas a ideia é a mesma [de Carajás]. A estratégia é a mesma, de choque de gestão.
P: Comenta-se que vocês se juntaram porque Carajás precisava da simpatia do Tapajós e o Tapajós precisava do dinheiro de Carajás...
R: Esse não foi o motivo da união. O motivo foi a ideia de ampliação da chance de melhoria da qualidade de vida do povo do Pará. Aliás, quem mais ganha nessa história é o Pará. Está provado. O novo Pará terá 85% do PIB industrial e mais de 85% das estradas asfaltadas. As universidades quase todas estão aqui.
P: O que o senhor diria aos cinco milhões de paraenses que vão ficar com apenas 17% do território? Por que eles deveriam votar no sim?
R: O Pará não vai ficar pequeno. Vai ficar do tamanho de São Paulo, a maior riqueza do país. Vai ficar com quatro vezes a área do Rio de Janeiro, a segunda maior riqueza do país.
P: O Pará vai perder Tucuruí, perder Carajás...
R: Pelo contrário, não perde. Tucuruí vai continuar em Tucuruí. Carajás vai continuar lá. O novo Pará vai ficar com a maioria da infraestrutura, a maioria do que já tem hoje em termos de riqueza, a maioria dos recursos do Estado. Quem tinha que ser contra a divisão era quem não morasse no Pará.
P: A maioria dos eleitores, 64%, está no Pará remanescente. Matematicamente, é quase impossível sair a divisão...
R: Não, eu não vejo por aí.
P: O senhor acha que tem chance?
R: Muita chance.
P: Qual é o cálculo que o senhor faz para ter essa esperança?
R: Matematicamente nós na região do Tapajós e Carajás vamos ter mais de 85% dos votos. No novo Pará, vamos ter mais de 30% dos votos. Se nós tivéssemos 25% já garantiria a vitória. E quem me garante que o sentimento do povo da zona bragantina, guajarina, salgado, Marajó é o mesmo sentimento do povo de Belém?
P: Se o sim passar não significa que os Estados serão criados. Vai ser enfrentada uma batalha no Congresso...
R: Esses projetos eram debatidos há 23 anos. Quando se fez a Constituição, por um voto não foi criado o Tapajós. Se o sim passar, vamos discutir uma lei complementar e eu tenho minhas dúvidas se os parlamentares brasileiros terão coragem de ir contra uma decisão do povo do Pará.
P: O que é que o senhor tem a dizer a quem afirma que essa divisão é só pra beneficiar meia dúzia de políticos que não conseguem se eleger governadores, senadores no Pará inteiro?
R: É meia dúzia de políticos também que está por trás do não. Essa é uma discussão superficial.
P: O separatismo é então um movimento de massa nas regiões de Carajás e Tapajós?
R: Com certeza absoluta e os resultados das urnas vão mostrar isso.
P: O que o senhor espera ocorrer no dia seguinte ao plebiscito, independente do resultado? Como curar essa ferida que vai ficar?
R: Nós temos que ter serenidade. Eu acredito muito no sucesso do sim e nós vamos precisar dos companheiros do Pará para nos ajudar na discussão desse processo em Brasília. O resultado que o povo der tem que ser respeitado pelos políticos. Nem há a necessidade de ouvir a Assembleia, porque ela seria ouvida se o plebiscito fosse feito apenas na área desmembrada. É o povo quem vai dizer. Temos que respeitar.
P: E se o não vencer?
R: No caso de Tapajós, ficará sepultado um sonho de mais de 150 anos.
P: A região poderá vir a ter novo tratamento se continuar atrelada ao Pará?
R: Não acredito na possibilidade do não vencer, mas se não vencer, vamos respeitar. Agora tenho certeza que vai ter uma reflexão muito forte, não só do povo, como do governo do Pará.
(Diário do Pará)

O Plebiscito e a desastrada intervenção do governador Simão Jatene


Se eu fosse Jatene, demitiria o assessor que teve a desastrada idéia de sugerir que o governador interferisse nessa batalha da divisão do Pará.
  
Além disso, também realizaria uma sessão básica de autoflagelação. Afinal, um político escolado, passado na casca do alho como Jatene não tem direito a esse tipo de escorregão.

Ao declarar seu apoio aos antisseparatistas e, mais do que isso, entrar de cabeça na campanha do “não”, Jatene se expôs de maneira absolutamente desnecessária e virou espécie de Judas em Sábado de Aleluia.

Ora, se os antisseparatistas estão, de fato, tão à frente dos separatistas, como dizem as pesquisas do Datafolha, por que, cargas d’água, Jatene tinha de meter o bedelho nisso?

Acaso imaginou que, por ter uma pá de deputados da base aliada nas fileiras separatistas, escaparia incólume ao ônus dessa decisão?

Acaso imaginou que os benefícios políticos na Região Metropolitana e Nordeste do Pará seriam maiores do que os custos no Baixo Amazonas e no Sul e Sudeste do Pará?

A exposição de Jatene nessa batalha terrivelmente passional traz uma série de problemas aos tucanos e, quem sabe, até à própria governabilidade.

Pra começo de conversa, se o “não” vencer, com que cara, com que perobal, Jatene pousará nos municípios do Baixo Amazonas e do Sul e Sudeste do Pará e se dirigirá aos cidadãos dessas regiões?

O que está em jogo é um sonho, uma esperança de décadas dessas populações.

E ao perfilar ao lado dos antisseparatistas, Jatene passa a ser visto como um dos comandantes, se não o comandante, dos exércitos que frustraram tais sonhos, tais esperanças.

Isso deve ter aberto uma ferida profunda no coração dessas pessoas, até porque, até o domingo retrasado, Jatene adotava a postura (que era de fato a correta) de permanecer em cima do muro.

E aquela postura anterior – que, por facilmente explicável, certamente provocaria ressentimentos bem menores  - também lhe traria melhores condições de circular entre vencedores e vencidos no “day after” do Plebiscito.

Aí sim, o papel de “pacificador” poderia prosperar, a garantir um pouco mais de tranqüilidade a todos nós acerca do que virá depois do 11 de Dezembro.

Mas se nem o governador terá condições morais para aplacar os ânimos, o que será de nós?

A primeira materialização dessa enorme frustração popular em relação a Jatene deve ocorrer já nas eleições do ano que vem.

É difícil dizer até que ponto será possível capitalizar na Região Metropolitana e no Nordeste do Pará, nas próximas eleições municipais, uma eventual vitória do “não”. 

Nessas duas regiões, a questão é muito mais pragmática do que emocional.

Ninguém nunca sonhou em não separar o Pará; ninguém fez da não-separação uma espécie de panacéia.

A bem da verdade, Belém e o Nordeste do Pará sempre se lixaram para o Baixo-Amazonas e o Sul e Sudeste do Pará, que só conhecem de cartões  postais, da reportagem de alguma revista ou quando resolveram pegar uma praia, nas férias.

Assim, muitos dos eleitores do “não” votarão, até sem o saber, movidos simplesmente por um orgulho besta de um Pará que só é realmente gigantesco nas mazelas sociais.

Ou, ainda, porque acreditam, pragmaticamente, que o Pará terá prejuízos com a separação, o que tenderia a piorar a própria vida.

Tais “cálculos” ou sentimentos, no entanto, tendem a se esvair rapidamente nas lides cotidianas, ou na primeira fila do Pronto Socorro da 14 de Março.

O mesmo não se pode dizer, no entanto, do sentimento incrustado, cristalizado, no coração dos habitantes do Baixo Amazonas e do Sul e Sudeste do Pará.

Tal frustração, com certeza, se refletirá nas urnas, nas próximas eleições municipais, podendo gerar verdadeiras fortalezas antitucanas nessas regiões, a deixar os aliados do governador em posição muito, muito difícil.

Para isso nem será preciso grande esforço das oposições: basta colar no adversário a imagem “quentinha”, recente, de “satanás” e de “traíra” que agora deve ter Jatene aos olhos dessas populações.

A exposição do governador também traz à tona uma constatação que talvez Jatene não quisesse sob os holofotes: a de que a sua aceitação popular, neste primeiro ano de governo, não é nenhuma Brastemp.

Afinal, quem tentaria colar no adversário a imagem de um governador que estivesse muito bem no conceito popular?

Isso seria uma tremenda burrice – e burro é coisa que Duda Mendonça nunca foi.

Se os separatistas usam a imagem do governador como coisa negativa é porque devem ter pesquisas que demonstrem que esse é, de fato, um bom negócio.

E se Jatene já vai mal das pernas no primeiro ano de governo, quando tudo com a população tende a ser uma doce lua de mel, que dirá daqui a quatro anos, com o natural desgaste provocado pela governança?

Para reverter isso será necessário um enorme esforço de investimentos, nem que seja para erguer um mundo de vistosos elefantes brancos...

Mas Jatene terá dinheiro para isso?

Ou a nova taxa de controle sobre a mineração é a pecinha que faltava nesse quadro?

Aliás, os separatistas dizem que tal projeto é apenas midiático, “eleitoreiro”, já que seria até ilegal.

No entanto, uma leitura cínica dessa taxação permitiria acreditar que tudo não passa de combinação com a poderosa Vale, para injetar mais dinheiro legalmente no Pará de Jatene.

Afinal, a Vale parece ter em Jatene a sua “menina dos olhos”, já que foi a principal financiadora, através de triangulações, das campanhas eleitorais do atual governador, em 2002 e 2010 (tem matéria no blog sobre isso, mas já nem sei onde).

E o que significam R$ 800 milhões (a arrecadação anual que será gerada pela nova taxa) para quem, como a Vale, lucrou R$ 30 bilhões no ano passado?

E um lucro, diga-se de passagem, obtido a partir da exploração das riquezas do estado do Pará, onde 70% dos adolescentes não conseguem concluir nem mesmo o ensino fundamental; onde há 30 mil analfabetos entre 12 e 17 anos; onde um quarto dos meninos e meninas sobrevive com R$ 136,00 por mês; onde, em boa parte do território, inexiste até mesmo redes de água e saneamento.

Mas voltemos ao Plebiscito.

Não poderia ter sido mais desastrada a intervenção de Jatene nessa questão, até pelo tom de seu artigo, publicado no jornal O Liberal do último dia 20.

Nele, Jatene praticamente acusou a campanha separatista de um “vale-tudo”, que poderia até resultar na divisão da população paraense.

No entanto, com um pouco mais de inteligência e menos paixão, Jatene talvez tivesse percebido que quem está a aprofundar a divisão das populações que habitam o hoje estado do Pará é a campanha dos antisseparatistas, com esse lári-lári do açaí e do tacacá.

A campanha antisseparatista é essencialmente xenófoba, apelando para os piores sentimentos dos paraenses – e eu posso falar de cátedra porque sou paraense da gema.

A campanha antisseparatista “vende” as populações do Baixo Amazonas e do Sul e Sudeste do Pará como se fossem “forasteiros”, “oportunistas”, que aqui chegaram com uma mão na frente e outra atrás, se deram bem, e agora querem nos dar um pé na bunda.

E, no entanto, não há uma linha de verdade nessa gororoba xenófoba.

Os cidadãos do Baixo Amazonas e do Sul e Sudeste do Pará são brasileiros que ocuparam regiões que os habitantes de Belém nunca se interessaram em ocupar.

E quando essas pessoas chegaram ao Baixo Amazonas e ao Sul e Sudeste do Pará, não encontraram um “Paraíso”, não: passaram é muita fome, trabalharam de sol a sol; enfrentaram, como ainda enfrentam, a ausência do Estado e o faroeste que sempre se estabelece na movimentação de grandes massas humanas sem qualquer planejamento.

Não são “bandidos”, “estrangeiros”, “mercenários”, “aproveitadores”; não são nem melhores nem piores do que nós, aqui de Belém.

São apenas cidadãos em busca de uma vida melhor, como todos somos.

São, enfim, nossos irmãos de Brasil.

E quem discorda da opção que fizeram maciçamente pela separação (e as pesquisas mostram claramente isso) tem é de buscar argumentos de fato, e não essa gororoba preconceituosa e mesquinha.

Assim, em vez de tomar partido nessa batalha, melhor teria feito Jatene se, por debaixo dos panos, pedisse aos seus aliados antisseparatistas que maneirassem no tucupi.

Mas isso só seria possível a um governante que estivesse de fato preocupado com o day after desse Plebiscito.