9 de julho de 2010

PARÁ TEM OS PIORES ÍNDICES DO ENSINO BÁSICO

Apesar das constantes promessas feitas por governos que se revezam no poder, o Pará continua com os piores índices na área da educação básica. Em uma escala de vai de 0 a 10, o Estado obteve 3,6, o pior desempenho na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), no ano passado, para as primeiras séries do ensino fundamental. Justamente as séries que contribuem para formar a base de futuros cidadãos, torná-los conscientes de seus direitos e com capacidade suficiente para aferir o desempenho de seus governantes.

O Ideb foi criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e serve para medir a qualidade da educação no país, levando em conta as notas obtidas pelos alunos na Prova Brasil e dados sobre a aprovação escolar.

“O Pará não tem uma política de Estado para a educação e esta é uma das causas desse desempenho no ensino fundamental e em outras áreas da educação”, avalia o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Eloy Borges, que critica também a lentidão com que o Plano Estadual de Educação tramita na Assembleia Legislativa.

Borges afirma que não há como melhorar os padrões educacionais no Pará se o Estado “paga o pior salário da região Norte a professores e outros trabalhadores da educação”. Além disso, as escolas estão em péssimas condições, o que compromete a segurança dos alunos. O Estado deveria também investir na formação educacional, que é ruim, incentivando os professores com cursos e bolsas. “Como se pretende dar um salto de qualidade se há muitos professores que não têm dinheiro sequer para comprar um livro?”, resume.

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), os números do Ideb divulgados pelo MEC apontam melhoria na qualidade da educação no Estado. “Superamos as metas estabelecidas pelo MEC nas séries iniciais e no Ensino Médio. De 1ª a 4ª séries, o Estado superou as metas de 2009 e de 2011. A meta para 2009 era de 3.1, alcançamos a marca de 3.6, superando inclusive a meta do ano que vem, que é de 3.5”, comemora a secretária adjunta de Ensino, Ana Lúcia Lima.

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