29 de junho de 2010

Para o DEM, petistas lembram, remotamente, os tucanos

A rigor, apenas um motivo tem impedido o DEM de embarcar, de mala e cuia, na aliança que apoiará a reeleição da governadora petista Ana Júlia Carepa.
O motivo: a absoluta falta de identidade entre o DEM e o PT.
Mal comparadamente, é como se, em pleno Re x Pa, fosse permitido a um torcedor remista assistir ao clássico na arquibancada bicolor – e vice-versa.
Valéria Pires Franco, candidata ao Senado pelo DEM, e seu marido, o deputado federal Vic Pires, presidente regional da agremiação, sabem que ficariam sem ambiente num palanque com Ana Júlia e petistas ao lado deles.
Mas uma coisa é certa: os democratas do Pará – e não são poucos – avaliam que, nas negociações em curso, e intensificadas de umas três ou quatro semanas para cá, têm sido tratados com cortesia e distinção muito maiores pelos petistas do que pelos aliados históricos e tradicionais, os tucanos.
Em outras palavras: para os democratas do Pará, os petistas têm sido o que eles, democratas, esperavam que os tucanos fossem.
É mais ou menos.
Ou totalmente assim, se quiserem.

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