11 de maio de 2011

Rodoviários entram em greve em Santarém

Sandro Lorpes

Secretário Sandro Lopes autorizou circulação de vans, micro-ônibus e taxis para atender população

Os rodoviários de Santarém decidiram em assembléia, na noite de ontem, deflagrar a greve da categoria. A intransigência entre a categoria e os empregadores, resultou em uma decisão previsível. A greve está confirmada para iniciar a zero hora de segunda-feira. Por tempo indeterminado.
As principais reivindicações dos cobradores e motoristas de ônibus são: reajuste de 12%, cesta básica de R$ 150.00, redução da jornada de trabalho e gratuidade para os familiares mais próximos.
Os empresários por sua vez, não querem sentar-se à mesa de negociação, sem ver seu pedido atendido. O SETRANS (Sindicato das empresas de Transportes Coletivos de Santarém) quer que a Prefeita autorize o aumento de passagens dos atuais R$ 1,70 para R$ 2.010, sem o qual, as reivindicações, não serão atendidas.
Um ponto polêmico que ainda deverá ser discutido e atrasar ainda mais a definição das novas tarifas é a tarifa da meia passagem que está congelada dês de 2008, depois de um acordo entre a prefeitura e os empresários. Pelo acordo, a prefeitura deveria fazer uma compensação, da diferença, abatendo o valor na cobrança do ISS.
Segundo fonte da SETRANS, o acordo não vem sendo cumprido, os débitos das empresas estão em aberto, mas o acordo é unilateral.
No ano passado, os rodoviários ficaram em greve por uma semana, a partir do dia 10 de abril, mas voltaram depois de aceitarem 7.5% de aumento, valor equivalente à metade da proposta.
O comando de greve garante que os 30% da frota serão mantidos, de acordo com a lei de greve. O Secretário de Transportes do Município, Sandro Lopes, disse à reportagem do IMPACTO, que até às 10 horas da manhã de hoje não havia sido comunicado da paralisação, mas já adiantou que deverá autorizar a circulação de Vans, Micro ônibus e Táxi lotação, para diminuir as deficiências da demanda de passageiros.
Sandro adiantou que o Município não vai ceder às pressões dos empresários, vinculando o fim da greve com a autorização nos preços das tarifas. O aumento nas passagens de ônibus já vem sendo discutido desde fevereiro, mas, segundo Sandro Lopes, não se pode vincular negociação trabalhista. “São coisas distintas”, disse ele.
Outro fator que pode complicar a negociação é a posição da União dos Estudantes de Santarém, que pretende reivindicar gratuidade nas passagens de ônibus, que já acontece em algumas cidades brasileiras. O líder estudantil Ib Tapajós, não quer nem ouvir falar em aumento na tarifa dos estudantes. Ele considera isso um retrocesso.
Por: Carlos Cruz

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